Skip to main content
Categorias
< All Topics
Print

Segurança Digital: Prioridades essenciais que as empresas precisam adotar agora

seguranca-digital-prioridades-essenciais-que-as-empresas-precisam-adotar-agora

Segurança digital: saiba quais prioridades empresas brasileiras precisam implementar para fortalecer a proteção de dados, mitigar riscos e garantir conformidade com a LGPD.

Segurança digital é, hoje, um dos pilares mais determinantes para a sobrevivência operacional e reputacional de qualquer organização. A evolução das ameaças cibernéticas alcançou um novo patamar, especialmente com o uso de Inteligência Artificial por grupos criminosos, permitindo a criação de ataques mais sofisticados, deepfakes extremamente convincentes e campanhas de phishing altamente personalizadas. Segundo análises amplamente divulgadas no setor, ataques de malware camuflados como ferramentas de IA cresceram drasticamente, enquanto o ransomware de dupla extorsão se consolidou como prática dominante.

Nesse cenário, empresas brasileiras — especialmente pequenas e médias, que possuem recursos limitados e se tornam alvos frequentes — precisam adotar uma abordagem de proteção muito mais robusta e estratégica. A maturidade cibernética deixou de ser opcional. Ela é um requisito de sobrevivência, governança e conformidade com legislações como a LGPD.

Com base em práticas consolidadas do mercado e em diretrizes recomendadas por especialistas em proteção corporativa, apresentamos as principais prioridades de segurança digital que líderes de TI e executivos podem implementar imediatamente para entrar na próxima fase de sua jornada com mais resiliência, preparo e clareza estratégica.

1. Adotar Autenticação Multifator (MFA) em 100% dos acessos.

Senhas, isoladamente, são um dos pontos mais vulneráveis da infraestrutura corporativa. O uso de autenticação multifator deve ser universal e obrigatório em todos os sistemas: e-mail corporativo, VPNs, aplicações em nuvem (Microsoft 365, Google Workspace) e painéis administrativos.

A grande maioria dos incidentes ocorre por falhas humanas. Por isso, a MFA adiciona uma camada de fricção que dificulta a ação de atacantes mesmo quando credenciais são comprometidas.

Implementar MFA sem exceções é uma das ações mais rápidas, com melhor custo-benefício e maior retorno em termos de redução de risco.

2. Migrar para a arquitetura Zero Trust (confiança zero).

O modelo tradicional de confiar automaticamente em quem está dentro da rede já não reflete a realidade atual das ameaças. A estratégia Zero Trust se baseia no princípio: “Nunca confie, sempre verifique.”

Os pilares essenciais incluem:

– Verificação contínua da identidade
– Validação frequente de dispositivos
– Segmentação da rede
– Privilégio mínimo para cada usuário

Um invasor só consegue causar danos quando tem liberdade de movimento dentro da rede. O Zero Trust limita radicalmente essa possibilidade, reduzindo a superfície de ataque e impedindo o avanço lateral caso uma conta seja comprometida.

3. Revisar e testar a estratégia de backup imutável.

Com o aumento do ransomware de dupla extorsão — que criptografa dados e ameaça divulgá-los mesmo após o pagamento — backups imutáveis se tornam fundamentais. Essa abordagem garante que os dados não possam ser alterados ou excluídos.

A referência técnica permanece sendo a Regra 3-2-1:

  1. Três cópias dos dados

  2. Em duas mídias diferentes

  3. Uma cópia off-site e imutável

No entanto, não basta armazenar: é necessário testar trimestralmente os procedimentos de recuperação. Muitos ataques se tornam catastróficos porque as empresas só descobrem que seus backups são ineficazes no momento em que mais precisam deles.

4. Mapear ativos críticos e classificar dados (conformidade LGPD).

Nenhuma estratégia de segurança digital funciona sem visibilidade. Proteger aquilo que não se conhece é impossível. Por isso, o primeiro passo para qualquer empresa deve ser realizar um inventário completo de:

– Endpoints
– Servidores
– Aplicações
– Fluxos de dados
– Sistemas legados
– Acessos privilegiados

Além disso, a LGPD exige mapeamento de dados pessoais e sensíveis, bem como sua classificação por nível de criticidade. Esse processo permite:

– Identificar áreas de maior risco
– Direcionar investimentos de forma inteligente
– Reduzir exposição a penalidades da ANPD
– Fortalecer a governança da informação

Empresas que não conhecem seus ativos digitais não conseguem priorizar proteção, muito menos atender requisitos legais.

5. Automatizar e priorizar a gestão de atualizações.

Vulnerabilidades não corrigidas continuam sendo uma das portas de entrada mais utilizadas por atacantes. Por isso, a gestão automatizada de patches deve ser tratada como prioridade estratégica.

Softwares desatualizados comprometem qualquer esforço de segurança, incluindo:

– Antivírus
– VPNs
– Firewalls
– Sistemas operacionais
– Plataformas em nuvem
– Aplicações internas ou de terceiros

A falta de atualizações viola diretamente princípios de segurança previstos na LGPD, podendo resultar em incidentes graves, vazamentos e responsabilização administrativa. Automatizar esse processo reduz drasticamente a janela de risco e fortalece todo o ecossistema de defesa.

6. Treinar a equipe contra phishing e deepfakes baseados em IA.

O fator humano permanece como a superfície de ataque mais explorada. Com o avanço da IA, técnicas de engenharia social tornaram-se mais sofisticadas:

– E-mails que imitam comunicações internas
– Deepfakes de voz solicitando autorizações
– Mensagens personalizadas que replicam hábitos reais
– Falsificação de identidades visuais e comportamentais

A única forma eficaz de mitigar essa ameaça é implementar treinamentos recorrentes de conscientização, aliados a:

– Simulações de phishing
– Alertas sobre padrões emergentes
– Orientações específicas para cargos críticos
– Protocolos de validação fora de banda para transferências financeiras

Uma equipe bem informada se torna um dos maiores elementos de defesa da segurança digital corporativa.

7. Criar e manter um plano de resposta a incidentes (PRI).

Quando ocorre um ataque, cada minuto perdido aumenta o impacto financeiro, operacional e reputacional. Ter um Plano de Resposta a Incidentes é obrigatório para qualquer organização que deseja agir com rapidez e precisão.

O PRI deve incluir:

– Fluxos de comunicação interna
– Pessoas responsáveis por cada etapa
– Informações para contato da equipe de TI
– Critérios para acionar o jurídico e a governança
– Procedimentos para comunicação com a ANPD em caso de vazamento
– Estratégias claras para isolamento do incidente
– Planos de recuperação e continuidade

Sem um PRI, empresas operam às cegas no momento mais crítico e ficam expostas a multas, paralisações prolongadas e danos irreversíveis à reputação.

Conclusão.

A maturidade em segurança digital exige ações práticas, estruturadas e contínuas. Não é mais possível confiar apenas em antivírus e firewall. O cenário atual exige abordagens avançadas, baseadas em princípios de Zero Trust, automação, proteção de dados e respostas rápidas a incidentes.

Empresas que desejam permanecer competitivas e em conformidade precisam agir agora. A implementação dessas prioridades fortalece a resiliência organizacional, reduz custos com incidentes, aumenta a confiança dos clientes e garante alinhamento com normas e legislações como a LGPD.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rolar para cima